Devido ao Holocausto,
a opinião pública ficou sensibilizada com os sofrimentos dos judeus e concordou
com a criação de um Estado judeu na Palestina. Logo a ONU estabeleceu a criação
do Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos e da Inglaterra,
interessados em estabelecer um aliado na região. Os palestinos, por sua vez,
também almejavam a criação de um Estado independente e, para isso, contavam com
o apoio dos países árabes.
Com a retirada das
tropas britânicas que ocupavam a região, começou, em 1948, uma guerra entre
Israel e a Liga Árabe, criada em 1945 e que reunia Estados Árabes que
procuravam defender a independência e a integridade de seus membros. A guerra
foi liderada pela Jordânia e pelo Egito. Israel venceu o conflito e ocupou
áreas reservadas aos palestinos. Para defender a luta palestina no sentido da
criação de um Estado autônomo, foi criada a Organização para a Libertação da
Palestina (OLP), em 1964, tendo como líder Iasser Arafat. Nas fileiras da
OLP, surgiu o Al Fatah, braço armado da organização que prega a luta armada e o
terrorismo para destruir Israel.
Na década de 1970,
quando o presidente Anuar Sadat assumiu o cargo no Egito, tomou uma postura de
distanciamento da União Soviética e de aproximação dos Estados Unidos. Desse
período resultaram as conversações de paz entre egípcios e israelenses que
foram no acordo de Camp David, em 1979. Todavia, o acordo estabelecido não
agradou suficientemente nenhum dos dois lados e o conflito apesar do
cessar-fogo, perdurou.
Em 1980, as
negociações sobre o conflito não avançaram. De um lado, os árabes iniciam a
Intifada, rebelião popular em Gaza, cujo estopim foi o atropelamento e morte de
quatro palestinos por um caminhão do exército israelense, em 1987.
Adolescentes, munidos de paus e pedras, enfrentam, nas ruas, os soldados de
Israel e o levante se alastra. A repressão israelense foi brutal. Desde então,
os choques entre palestinos e colonos nas áreas de ocupação israelense têm sido
frequentes e são interrompidos por períodos de paz, ocasionados pelo
cessar-fogo, mas nada definitivo, já que o conflito perdura e o grande obstáculo
nesse momento é decidir sobre a situação de Jerusalém, cidade sagrada tanto
para judeus quanto para muçulmanos.
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