terça-feira, 19 de março de 2013

Texto I - Breve Histórico - Parte 2


Devido ao Holocausto, a opinião pública ficou sensibilizada com os sofrimentos dos judeus e concordou com a criação de um Estado judeu na Palestina. Logo a ONU estabeleceu a criação do Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos e da Inglaterra, interessados em estabelecer um aliado na região. Os palestinos, por sua vez, também almejavam a criação de um Estado independente e, para isso, contavam com o apoio dos países árabes.
Com a retirada das tropas britânicas que ocupavam a região, começou, em 1948, uma guerra entre Israel e a Liga Árabe, criada em 1945 e que reunia Estados Árabes que procuravam defender a independência e a integridade de seus membros. A guerra foi liderada pela Jordânia e pelo Egito. Israel venceu o conflito e ocupou áreas reservadas aos palestinos. Para defender a luta palestina no sentido da criação de um Estado autônomo, foi criada a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em 1964, tendo como líder Iasser Arafat. Nas fileiras da OLP, surgiu o Al Fatah, braço armado da organização que prega a luta armada e o terrorismo para destruir Israel.
Na década de 1970, quando o presidente Anuar Sadat assumiu o cargo no Egito, tomou uma postura de distanciamento da União Soviética e de aproximação dos Estados Unidos. Desse período resultaram as conversações de paz entre egípcios e israelenses que foram no acordo de Camp David, em 1979. Todavia, o acordo estabelecido não agradou suficientemente nenhum dos dois lados e o conflito apesar do cessar-fogo, perdurou.
Em 1980, as negociações sobre o conflito não avançaram. De um lado, os árabes iniciam a Intifada, rebelião popular em Gaza, cujo estopim foi o atropelamento e morte de quatro palestinos por um caminhão do exército israelense, em 1987. Adolescentes, munidos de paus e pedras, enfrentam, nas ruas, os soldados de Israel e o levante se alastra. A repressão israelense foi brutal. Desde então, os choques entre palestinos e colonos nas áreas de ocupação israelense têm sido frequentes e são interrompidos por períodos de paz, ocasionados pelo cessar-fogo, mas nada definitivo, já que o conflito perdura e o grande obstáculo nesse momento é decidir sobre a situação de Jerusalém, cidade sagrada tanto para judeus quanto para muçulmanos.

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